Brasil, o país dos Bilhões em corrupção

Hoje circulou um áudio nas redes sociais, no qual um suposto juiz de Campos, no Rio de Janeiro, dá a entender que Gilmar Mendes recebeu propina (“a mala foi grande”) para soltar Anthony Garotinho.

Agora há pouco o TSE divulgou a seguinte nota:

“O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, solicitou providências ao Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio Noronha e instauração de inquérito ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, sobre o áudio que circulou hoje nas redes sociais no qual são feitas graves acusações caluniosas à sua pessoa e às recentes decisões tomadas por ele. Também foram comunicados o presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O ministro Gilmar reitera que suas decisões são pautadas pelo respeito às leis e à Constituição Federal.”

FONTE: https://www.oantagonista.com/brasil/gilmar-manda-investigar-audio-que-o-acusa-de-receber-propina/

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 Por Mauro Santayana

(Rede Brasil Atual) – Um juiz de Brasília marcou para o dia 20 de fevereiro do ano que vem o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que o petista é réu na Operação Zelotes – no caso do desenvolvimento conjunto com a Suécia dos novos caças-bombardeios Gripen NG-BR – por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e “organização criminosa”.

A acusação é absurda por várias razões.

A primeira, porque se dependesse de Lula, a escolha recairia sobre os caças franceses Rafale, cuja compra ele chegou a sinalizar logo após a visita do presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2009, em troca, entre outras coisas, da aquisição de 12 aeronaves Embraer de transporte militar KC-390 pela França.

A segunda é que a decisão foi técnica – e nela os franceses foram derrotados – e esteve a cargo de uma numerosa comissão de funcionários de carreira da Força Aérea, como já afirmaram, judicialmente, o atual e o então ministro da Aeronaútica, brigadeiros Nivaldo Luiz Rosseto e Juniti Saito, em depoimento.

A terceira, é que a decisão em favor dos caças Grippen não foi tomada em seu governo, mas sim no governo Dilma Roussef, em 2013, depois que Lula já tinha deixado a Presidência da República.

Então, o que está por trás desse processo?

A vontade de aparecer, que garante a quem processa Lula, com rapidez e brilho – mesmo que fugaz – seus cinco minutos de fama?

O afã de corroborar, quantitativamente, o discurso de quem diz, nas redes sociais, que um sujeito com tal número de acusações só pode ser mesmo um bandido, ainda que todas sejam furadas, seguindo a peculiar atitude moral – ou rasteiramente imoral ?– de um país em que a mera delação de qualquer vagabundo, ou de sujeitos ameaçados de prisão indefinidamente prorrogada, virou atestado – passado em cartório – de culpabilidade?

Ou a intenção da “justiça” é tentar jogar o maior número possível de acusações contra Lula, para ver se, no final, pelo menos uma delas “cola”, justificando não apenas a cassação indireta de sua candidatura, mas também a sua ida para a cadeia, como ocorria nas fábulas lupinas de Jean de La Fontaine?

O “novo” episódio dos caças apenas demonstra, com clareza cristalina aos olhos do mundo, a obviedade de uma situação que não pode mais ser ignorada: Luiz Inácio Lula da Silva transformou-se em caça de um processo múltiplo de diferentes ações de uso político da justiça, cuja consequência final e somada será a de se interferir com o curso da História – desrespeitando a vontade popular, já manifestada em inúmeras pesquisas, conduzidas pelos maiores institutos do país – e mudar o resultado das eleições presidenciais no Brasil de 2018.

Desse processo de caça toma parte o deslavado adiantamento, em tempo recorde, do julgamento em segunda instância dos recursos apresentados pela defesa de Lula, no caso da estapafúrdia condenação de uma pessoa pela posse de um apartamento que não está nem nunca esteve em seu nome, em uma espécie de justiça supostamente antecipada só comparável às ações de combate ao “pré-crime” da polícia norte-americana do ano de 2054 do filme de ficção científica Minority Report.

Uma decisão surreal e fantasiosa da justiça, que, condenando Lula por uma suposta tentativa de ilícito, deveria, pela mesma razão, condenar o segundo colocado nas pesquisas, por receber e estornar dinheiro de financiamento de campanha oriundo de uma empresa investigada de volta aos cofres de seu partido.

Configurando tudo isso um claro e grotesco golpe político que está ridicularizando o judiciário nacional aos olhos de seus pares de outros países.

É esse também o caso da ação relativa ao aluguel do apartamento do Sr. Glauco Costamarques, que, ou mentiu para a Receita Federal, ou está mentindo agora – sabe-se lá em razão de que tipo de ameaça – quando diz que não recebeu da família Lula o valor dos aluguéis – tornando-se, portanto uma testemunha ou delator não confiável, em um processo polêmico e controvertido.

Logo, eivado de dúvidas, em que abre-se mão da perícia de documentos para ficar, nas palavras do Ministério Público, com uma suposta “prova oral” – eufemismo para ‘disse me disse’ ou para deduragem condicionada, que todo mundo sabe que não pode ser usada como prova – como se a justiça brasileira tivesse se transformado subitamente em uma espécie de colégio onde, para “passar”, o indivíduo tenha que fazer, como aluno obediente à gigantesca farsa que tomou conta do país, prova “oral” ou prova “escrita”, sempre que não se consegue comprovar, indubitavelmente, coisíssima nenhuma.

Finalmente, com relação às decisões do Ministro Gilmar Mendes, do STF, Deus – antes tarde do que nunca – também escreve certo por linhas tortas.

E, como ocorre desde o início desse nefasto processo político-judicial-midiático, quem cair na defesa fácil e demagógica do pseudo moralismo hipócrita que tomou conta do país estará defendendo – independentemente de sua opinião pessoal sobre o personagem em questão – o fascismo e a arbitrariedade.

Ao proibir a realização de conduções coercitivas, “nazistamente” utilizadas em mais de duas centenas de casos pela Operação Lava-Jato, em “redadas” só comparáveis às realizadas pela Gestapo ou pela KGB nos piores tempos de Stalin, e sequer autorizadas nem mesmo nos Estados Unidos da época do Macartismo, Gilmar Mendes abre caminho para que o STF, se quiser, recoloque, no Brasil, os pingos nos is, restituindo, ao menos em parte, o império da lei e do Estado de Direito e escape – segundo o próprio ministro – do implacável julgamento da História, que não é feito pelo abjeto e oportunista jornalismo do dia seguinte, mas por verbetes como este, relacionado ao próprio macartismo, que não está longe – muito pelo contrário – do retrato do que o Brasil tem vivido nos últimos quatro anos:

“Durante o macartismo, milhares de americanos foram acusados de ser comunistas ou simpatizantes e tornaram–se objetos de agressivas investigações e de inquéritos abertos pelo governo ou por indústrias privadas. O principal alvo das suspeitas foram funcionários públicos, trabalhadores da indústria do entretenimento, educadores e sindicalistas.

As suspeitas eram frequentemente dadas como certas mesmo se fossem baseadas em evidências inconclusivas e questionáveis e se o nível de ameaça representado pela real ou suposta afiliação do indivíduo a ideias ou associações de esquerda fosse exagerado. Muitas pessoas perderam seus empregos e/ou tiveram suas carreiras destruídas e muitos foram presos.

A maioria das punições foram baseadas em julgamentos que mais tarde foram anulados, leis que foram declaradas inconstitucionais, demissões por justa causa que foram declaradas ilegais [ou contestáveis] e procedimentos extrajudiciais que entrariam em descrédito geral no futuro.”

Alguma dúvida de que isso ocorrerá também com a Lava Jato ?

Depois de quatro anos de ataque coordenado, ideológico e canalha, de inimigos internos e externos, o país precisa, mais do que nunca, negociar uma frente ampla, nacionalista e antifascista de defesa da soberania e da democracia

Por Mauro Santayana – de Brasília:

Se, como dizia Von Klausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios, na encarniçada guerra em que se transformou a política, a missão do jornalismo deveria ser a de escrever a história enquanto ocorre e acontece. Isso se a mídia não estivesse, na maioria das vezes, a serviço de seus próprios interesses e de projetos de poder mendazes, hipócritas e manipuladores.

Só os ingênuos acreditam em imprensa isenta em uma sociedade capitalista; na qual ela defende o interesse de seus donos e anunciantes. E mais ainda em um país como o Brasil, em que praticamente inexistem meios de comunicação públicos; tampouco democráticos e de qualidade; como em outros lugares do mundo.

A “história oficial” que tenta contar a mídia brasileira hoje é a de que vivemos em um país subitamente assaltado; nos últimos 15 anos, por “quadrilhas” e governos populistas e incompetentes. E que tenta, por meio de uma justiça corajosa e impoluta; livrar-se desse flagelo “limpando” a ferro e fogo a nação.

Enquanto isso, um governo, coitado, que não é perfeito, alçado ao poder pelas “circunstâncias”; tenta modernizar o Brasil com reformas inadiáveis para tirá-lo de uma terrível bancarrota em que o governo anterior o enfiou.

História real

Mas a história real que ficará registrada nos livros do futuro falará de um Brasil que, no início do Século XXI; chegou a sair da 14ª economia do mundo para sexta nos últimos 15 anos; e que ainda ocupa nono lugar entre as nações mais importantes do mundo.

De uma nação que mais que triplicou seu PIB nesse período – sem aumentar a sua dívida pública, seus débitos com principais credores internacionais e quadruplicou sua renda per capita, além de economizar mais de US$ 340 bilhões em reservas internacionais.

Número de pobres

Um país que cortou o número de pobres pela metade, quadruplicou o número de escolas técnicas federais, construiu quase 2 milhões de casas populares, com qualidade suficiente para atrair até mesmo o interesse de altos funcionários do Estado, como procuradores da República.

Um país que tinha voltado a construir refinarias, navios, grandes usinas hidrelétricas, gigantescas plataformas de petróleo e descoberto, com tecnologia própria, abaixo do fundo do mar, a maior província petrolífera do mundo nos últimos 50 anos.

O crédito e o consumo

Que expandiu o crédito e o consumo, duplicou sua safra agrícola, projetou-se internacionalmente; e forjou uma aliança geopolítica com potências espaciais e atômicas, como Índia; China e Rússia, montando um banco com a missão de transformar-se no embrião de uma alternativa ao sistema financeiro internacional.

Que estava construindo submersíveis, entre eles, o seu primeiro submarino nuclear, tanques, navios de patrulha, cargueiros aéreos, caças-bombardeiros; radares, novos mísseis ar-ar; sistemas de mísseis de saturação, uma nova família de rifles de assalto, para suas forças armadas; por meio de forte apoio governamental a grandes empresas de engenharia de capital majoritariamente nacional, integrando esses esforços com outros países; também do próprio continente, para fortalecer a defesa e a soberania regional contra eventuais agressões externas.

Um Brasil que, por estar fazendo isso, sofreu, nos últimos quatro anos, um ataque coordenado, ideológico e canalha, de inimigos internos e externos. Primeiro, com a revelação do escândalo de espionagem do país; do governo e de empresas, que seriam “coincidentemente” acusados de corrupção por parte de governos estrangeiros.

Depois, por meio de um golpe iniciado com manifestações financiadas de fora do país, desde a época da Copa do Mundo; e de uma ampla campanha de sabotagem midiática e de operações de contrainformação permanentes; com o deslocamento para cá de embaixadores que estavam presentes quando do desfecho de golpes semelhantes e recentes em outros países sul-americanos, como o Paraguai, por exemplo.

Golpe

Um golpe que, iniciado no ano de 2013, foi finalmente desfechado em 2016 para gáudio do que existe de pior na política brasileira e de nossos concorrentes internacionais.

Concorrentes que, como vimos, pretendiam não apenas parar o Brasil no caminho que estava seguindo, de seu fortalecimento econômico, social e geopolítico, mas destruir a economia brasileira, para se apossar, por meio de uma segunda onda de destruição e de desnacionalização de nossas empresas, de nosso mercado interno e de nossos mais importantes ativos públicos e privados a preço de banana, colocando no poder “governos” de ocasião, entreguistas e dóceis às suas determinações e desejos.

Para fazer isso, os inimigos do Brasil agiram e continuam agindo na frente política e na econômica, sustentados por paradigmas tão falsos quanto mendazes. O principal deles, é o que reza que a corrupção é o maior problema brasileiro, e que trata-se, ela, de um fenômeno recente em nossa história, ou que alcançou supostamente “gigantescas” proporções a partir de chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder em janeiro de 2003.

Na economia, por outro lado, era e é preciso vender o peixe de que o país está quebrado, quando no grupo das 10 principais economias do mundo, pelo menos seis países – EUA, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá – têm uma dívida pública maior que a nossa.

O governo encontrou R$ 200 bilhões no caixa do BNDES; “adiantados” em “devolução” ao tesouro, no lugar de serem investidos em infraestrutura para a geração de emprego. E temos mais R$ 380 bilhões, ou mais de R$ 1 trilhão; em reservas internacionais acumuladas nos últimos 15 anos, boa parte, mais de R$ 270 bilhões, emprestada aos Estados Unidos; como se pode ver pela página oficial do tesouro norte-americano.

Dívida brasileira

Como já afirmamos aqui antes, se a situação real da dívida brasileira era e continua sendo essa; com relação às outras nações que concorrem no pelotão das maiores economias do mundo; por qual razão isso nunca foi divulgado de forma clara; ampla, transparente, pelo governo e pela grande mídia, e seus “especialistas” de plantão, desde a saída de Dilma?

Porque isso quebraria a espinha dorsal da “história oficial”, do discurso único; neste momento, que afirma e reafirma a todo momento: que o PT quebrou o Brasil; porque é necessário fazer reformas como a trabalhista; e a previdenciária (vamos ver o que nos reserva a tributária), senão o Brasil vai quebrar; inexoravelmente, no futuro próximo.

Os gastos do governo

Precisam justificar um teto para os gastos do governo para os próximos 20 anos, dizendo que o Estado é superdimensionado e perdulário, quando os EUA, por exemplo, apenas na área de defesa, tem mais funcionários públicos do que o Brasil; quando eles se endividaram para se desenvolver e continuarão a se endividar; e a se armar; livremente, no futuro.

Enquanto nós estaremos sendo governados por imbecis ou espertalhões a serviço de terceiros; vide os mais de R$ 200 milhões recebidos pelo ministro da Fazenda no exterior nos últimos três anos; como se fôssemos uma mercearia, preocupados não com geopolítica.

Mas apenas, supostamente, com receitas e despesas, sendo condenados a subir no ringue da disputa em um mundo cada vez mais complexo e competitivo com um olho vendado e um braço e uma perna amarrados nas costas, com nações sem limite real de endividamento, que privilegiam a sua própria estratégia nacional no lugar dessa estúpida modalidade de austericídio.

Privatizar tudo

Finalmente, precisam dizer que diante da supostamente calamitosa situação que o país vive, não há outra saída a não ser privatizar tudo; quando não entregar de mãos beijadas até mesmo a empresas estatais estrangeiras; nossas próprias estatais e seus ativos, na bacia das almas e a toque de caixa, porque elas trabalham mal, dão prejuízo; e servem como cabides de emprego; como se empresas privadas não fossem useiras e vezeiras em tráfico de influência e o genro do rei da Espanha, por exemplo; um ex-jogador de handebol, não tivesse ganhado milhares de euros por reunião, em escândalo conhecido, “pendurado” como membro do conselho de empresas “privatizadas” para capitais espanhóis por estas bandas.

Como seria possível para o governo Temer entregar o pré-sal por menos de R$ 20 bilhões, o controle da Eletrobras, a empresa líder de nossos sistema elétrico, por R$ 13 bilhões, e até a Casa da Moeda; país que repassa a terceiros o direito de imprimir o seu dinheiro não merece ser chamado de nação; se ele admitisse que tem, deixados pelo PT. que acusa de ter quebrado o país; mais de um trilhão de reais em caixa, à disposição do Banco Central; além de uma quantia superior ao que está querendo arrecadar com privatizações apenas nos cofres do BNDES?

Vender

Da mesma forma é preciso vender o peixe de que a corrupção é o maior flagelo do país para justificar a morte da engenharia brasileira; a destruição de nossas principais empresas nas áreas de energia, defesa, indústria naval e infraestrutura; e interditar judicialmente centenas de bilhões de dólares em projetos; obras e programas, vide o sucateamento e venda para a Gerdau, para derreter, de 80 mil toneladas de aço em peças de duas megaplataformas da Petrobras que estavam prontas para serem montadas, com a eliminação de milhões de empregos.

Com tudo isso, o Brasil não apenas perdeu centenas de bilhões de dólares em obras, empresas; desvalorização de ações, como também entregou e continua entregando de mão beijada; suas prerrogativas e instrumentos de desenvolvimento ao exterior, apesar de estarmos vivendo, nesta primeira quadra do século XXI, em um mundo cada vez mais nacionalista, complexo e competitivo.

Governo Temer

A doutrina da viralatice, do mais abjeto e abnegado entreguismo, tomou conta das redes sociais e de sujeitos que desgraçadamente; para a nação, nasceram em solo brasileiro, e não tem pejo de pedir na Internet ao governo Temer que entregue tudo, nosso petróleo, nossos minerais, nossas terras, nosso mercado, nossas empresas estatais aos gringos.

Já não basta o desprezo pelo PT e o Nordeste, ou, como se viu nas reações à morte da turista espanhola morta por um bloqueio da PM no Rio de Janeiro; a tudo que esteja ligado à periferia das grandes cidades. É preciso bradar, cinicamente, vestido de verde e amarelo, o ódio que ficou por tanto tempo represado; dentro dos pulmões de uma gente tão calhorda quanto desprezível; contra o próprio país e tudo que lembre nacionalismo, brasilidade, soberania, nestes tempos imbecis e vergonhosos que estamos vivendo.

A desculpa

A desculpa é sempre a mesma. As empresas estatais seriam, contradizendo o próprio discurso anticorrupção que está acabando com dezenas de empresas e grupos econômicos privados nacionais; mais “corruptas” e propícias à criação de “cabides de empregos” que as empresas privadas ou privatizadas; embora sujeitos que participaram diretamente da privatização da Telebras tenham pendurado depois durante anos seu paletó na cadeira de presidente de grandes grupos estrangeiros que retalharam entre si o mercado brasileiro de telefonia móvel e até mesmo o genro do Rei da Espanha; especialista em handebol, tenha participado da farra, ganhando milhares de euros para participar de reuniões do Conselho dessa mesma empresa na América Latina.

Com a aprovação da PEC do teto dos gastos, que nos obriga a limitar nossos investimentos estratégicos quando nenhuma das maiores economias do mundo utiliza um gesso semelhante; a entrega do pré-sal a gigantes internacionais como a Shell e a Exxon, a “venda” de refinarias e outros ativos da Petrobras a mexicanos a preço de banana; a propalada “privatização” da Eletrobras, do Banco do Brasil; e da própria Petrobras.

Empresas

Apesar dessas empresas já serem, na verdade; “privatizadas” por terem ações em bolsa; a defesa da isenção de vistos para países que não nos oferecem reciprocidade, a crescente; e desigual, “cooperação” militar entre o Brasil e os EUA; a discussão da entrega da Base Espacial de Alcântara aos Estados Unidos; e a vitória da mentalidade privatista que afirma que somos incompetentes, como país ou Estado; para cuidar do que é nosso, estamos nos transformando cada vez mais; de fato e doutrinariamente, naquele sujeito que, incapaz de administrar sua casa; seus negócios e sua família, decide resolver o problema chamando o vizinho para colocar, no cinto, moral nos seus filhos; e dormir na mesma cama que a sua esposa; e, achando que está fazendo um grande negócio, coloca uma coleira e se muda, de mala e cuia, para a casa do cachorro.

PIB

Com o perdão da imagem e da carapuça, no caso, bem fornida na parte de cima; estamos correndo o risco de que nos transformem definitivamente, por abjeção explícita, no corno da rua entre os maiores países em PIB, território e população do mundo.

A criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, neste ano, com centenas de deputados e senadores; e sua interação com organizações dignas e centenárias como o Clube de Engenharia; mostra, no entanto, que a nação não está entregue; apenas, a uma patética e miserável estirpe de entreguistas oportunistas e invertebrados.

O recuo do governo em questões como a da Renca e do trabalho escravo nos diz; que não há luta que seja em vão, quando estão em jogo os direitos do povo brasileiro e os perenes interesses da Pátria. É necessário, no entanto, que se amplie urgentemente a resistência e a mobilização em torno dessa e de outras bandeiras.

O país precisa, mais do que nunca, negociar a estruturação de uma frente ampla; nacionalista e antifascista, de Defesa da Soberania e da Democracia, neste momento.

Mauro Santayanaé jornalista.

bloglimpinhoecheiroso

Só convicção: Joseph McCarthy criou a “culpa por associação”, muito comum nos dias de hoje no Brasil.

Fernando Horta em 12/11/2017

É preciso que paremos de assemelhar a Lava-Jato com a Operação Mani Pulite, na Itália. A Lava-Jato é o Macartismo brasileiro.

Nos anos 50, o senador norte-americano por Wisconsin, Joseph McCarthy, dava forma a um movimento muito maior chamado Red Scare (Medo Vermelho). Muita gente acha que Macartismo e o “Medo Vermelho” são a mesma coisa, e não são. Apesar de Wisconsin ser um estado do norte dos EUA (na região dos Grandes Lagos) e não do Sul (normalmente visto como mais agrário e conservador), McCarthy se elegeu com a maioria dos votos de agricultores e operários conservadores já tomados pelo “Medo Vermelho”, que vinha sendo propalado desde a Crise de 1929 e o New Deal de Roosevelt.

O Macartismo é, portanto, o resultado de uma intensa campanha contra…

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SENHOR X

Fernando Rosa – “A revolução sem sangue é aquela em que você usa as instituições dentro das suas próprias missões para mudar o caminho civilizatório do nosso país”. A pérola pseudo-“pacifista” é de autoria do senhor Rodrigo Janot, em palestra no 2º Congresso Nacional dos Auditores de Controle Externo, em Cuiabá. Como o peixe morre pela boca, o ex-procurador da República acabou por definir o que ele, e seus agentes de Curitiba, estão fazendo com o Brasil.

As reservas de petróleo do Iraque alcançaram 153 bilhões de barris, informou o ministro do Petróleo do país, Jabar al-Luaibi, no início de 2017, segundo a mídia na época. Em 2015, segundo o Instituto Nacional de Óleo e Gás da UERJ, o pré-sal do Brasil já continha 176 bilhões de barris de petróleo e gás, o que não apenas se confirmou, mas aumentou. Os dois países estão entre os maiores detentores de reservas…

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