Blog da Boitempo

Por Luis Felipe Miguel.

Nas eleições do ano passado, diante da inviabilidade eleitoral de seus candidatos, os grupos dominantes do Brasil se viram frente a uma encruzilhada. Podiam reabrir um caminho de negociações com o PT, que lançara um candidato presidencial mais do que palatável, Fernando Haddad, e assinalava com clareza sua disposição para pactuar um lulismo 2.0, adequado às condições adversas do pós-golpe de 2016. Esse caminho implicava restabelecer algum grau de vigência da Carta de 1988 e alguma moderação no frenesi pela destrutiva de direitos e de políticas de proteção social. A outra opção era apoiar um candidato destemperado e despreparado, notabilizado por seu discurso histriônico de apologia à violência e com notórias ligações suspeitas com grupos criminosos. A burguesia, as elites políticas tradicionais, a imprensa e as classes médias não titubearam e escolheram a segunda opção.

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Blog da Boitempo

Por Carlos Eduardo Martins.

A política externa do governo Jair Bolsonaro está orientada por dois vetores principais: a adesão ideológica ao trumpismo e a adoção de uma agenda neoliberal radical.

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SENHOR X

Fernando Rosa – Depois de espantar a Nação e até mesmo o mundo com seu twitter pornográfico, o capitão-presidente tirou o dia para enquadrar o Congresso Nacional.

A fala de Bolsonaro pela manhã advertindo que “democracia só existe se os militares quiserem”, em um ambiente militar, ladeado por generais, teve um endereço certo.

No Jornal Nacional, à noite, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deixou claro que entendeu perfeitamente o que foi dito, e pelo visto não gostou do que ouviu.

Traduzindo: o que Bolsonaro disse foi que, se o Congresso Nacional quiser continuar existindo, deve aprovar a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo – “sem desidratá-la”.

Na sequência, em fila indiana, os generais Heleno e Mourão bateram continência para o capitão-presidente reafirmando a tese do “papel dos militares para a democracia brasileira”.

O recado também serviu aos sindicalistas do Partido do Exército que, ao que…

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SENHOR X

Fernando Rosa – O Exército Brasileiro designou o general de brigada Alcides Valeriano de Faria Júnior para ocupar o cargo de subcomandante de interoperabilidade do Comando Sul. O Comando Sul, atualmente chefiado pelo almirante Craig Faller, é uma unidade militar dos Estados Unidos responsável por coordenar os interesses estratégicos do país na América do Sul, na América Central e no Caribe.“É uma coisa tão insólita, tão inusitada, que eu não me lembro de nenhuma situação semelhante, a não ser em tempo de guerra”, alertou o ex-chanceler Celso Amorim.

A participação do militar brasileiro feita por Faller no Congresso dos EUA é o coroamento do processo de militarização do poder no Brasil e, ao mesmo tempo, da tutela norte-americana sobre o governo Bolsonaro. Por baixo dessa decisão, um batalhão de militares ocupou o primeiro, o segundo e, mesmo, o terceiro escalão do governo, em ministérios, autarquias e estatais. Interessante…

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