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Mauro Santayana
(Do blog com equipe) – A atitude de certo juiz de Curitiba de interferir na decisão de um desembargador do TRF-4 que mandou soltar o ex-presidente Lula ainda neste domingo é a gota que faltava para mostrar que a justiça está sendo descaradamente desobedecida e vilipendiada por bufões e tartufos de  primeira instância no Brasil.
Caso o comportamento não seja coibido, isso equivalerá a um reles golpe de estado dado por um juiz de piso contra a República e o Estado de Direito em nosso país.

A mídia de sempre quis dar a impressão que se trata de um imbróglio judiciário quando não há imbróglio algum.

Moro não é o delegado da Polícia  Federal encarregado de cumprir a determinação da justiça, não é o dono da custódia de Lula e não tem que se meter, interceptando ou prejudicando o cumprimento – especialmente no fim de semana – de uma decisão tomada pela autoridade competente, hierarquicamente superior, de um desembargador de plantão.

O que vai ocorrer daqui pra frente quando um juiz de primeira instância discordar da determinação – que se sequer estava dirigida a ele – de um desembargador?

Independente do desfecho desse episódio, a palavra e a responsabilidade estão com o órgão máximo do Judiciário, que deve assumir o seu papel de fazer cumprir a lei e a Constituição e a velha máxima de que decisão judicial não é para ser desobedecida e sim para ser cumprida incontinenti, evitando que se abram precedentes que irão transformar a justiça brasileira em uma balbúrdia em que terá maior poder quem espernear ou gritar mais alto, no lugar de obedecer aos prazos e ritos previstos no trâmite judiciário normal.

Caso o STF se exima de manifestar-se sobre esse gravíssimo ato, absolutamente político, será o mesmo que confessar que quem manda no Brasil é a famigerada república que se instalou solertemente em Curitiba.

Nesse caso é melhor abandonar o prédio da Suprema Corte ao porteiro que estiver de plantão com as chaves de arquivos e gabinetes para que sejam entregues em prazo hábil ao insolente – e totalmente desequilibrado – juiz de piso que está agindo como se estivesse no comando da Nação.

MAURO SANTAYANA

(Do blog com equipe) – Demorou mas a Embraer e a Boeing assinaram um memorando para a compra do controle da primeira pela segunda na área de aviação civil regional, justamente o filé da companhia brasileira.

Segundo o anunciado a Boeing vai pagar pouco mais de 4 bilhões de dólares para ficar com 8 em cada 10 ações e a EMBRAER com 20%.
Idiotas acham que isso não faz diferença.
Mas é obvio que se eu tenho apenas um quinto – ainda mais sem Golden Share – quem é que vai mandar na empresa?
Agora, se o negócio é bom para os dois, porque não ficou no meio a meio?
Porque o governo, que tem 380 bilhões de dólares em reservas internacionais herdadas do PT, e acha que para o Brasil essa associação vai ser a última limonada do deserto, não capitalizou a Embraer com dois bilhões de dólares para voltar ao negócio e garantir que ficassem em mãos brasileiras pelo menos 50% da nova empresa, ou melhor, 51% de uma companhia na qual a sociedade brasileira investiu tanto tempo, talento e dinheiro?
Como vai se assegurar que a fabricação das aeronaves fique no Brasil com esse acordo?
Ou a Embraer vai ter que transferir a produção dos aviões para os Estados Unidos, como teve que fazer quando foi obrigada pelo governo norte-americano a se associar com a Sierra Nevada da Flórida para vender para a Força Aérea dos EUA e para seus aliados o caça ligeiro Supertucano?
Pensando friamente no assunto, o que o atual governo brasileiro está fazendo é claro e cristalino.
Primeiro, permitir que os Estados Unidos, tomando controle da área de aviões regionais da Embraer, justamente a parte nobre do negócio, alcance o objetivo estratégico de controlar, de fato, o futuro da indústria aeronáutica brasileira.
E em segundo lugar, permitir que a Boeing tire do seu caminho um dos únicos concorrentes que tinha condições de, no futuro, se quisesse, passar a produzir aviões maiores, concorrendo diretamente com a própria Boeing e sua “concorrente” a Airbus, que acaba de fazer a mesma coisa com a Bombardier canadense.
Afinal, quem fabrica aviões para 150 passageiros, pode produzir aeronaves para 200, 260 passageiros.
Para isso só precisa de tempo e tecnologia.
Insumos que a Embraer já provou saber administrar com rara competência ao desenvolver toda uma nova família de aviões, a E2 (foto) em apenas cinco anos.
Um excelente negócio para as duas maiores fabricantes de passageiros do mundo, que passam a exercer, em conjunto, um virtual monopólio no mercado global de aviões de passageiros de grande porte, avaliado em uma bagatela de aproximadamente 200 bilhões de dólares por ano.

Esse acordo da Embraer com a Boieng não lembra aquele acordo – ronc, ronc, ronc, Mister Temer – do porco com a galinha para vender ovos com bacon?

Ganha um pirulito e uma calça curta de tergal o coxinha que achar que norte-americanos e europeus não se sentaram para conversar a respeito.

do Moon of Alabama

 

A reunião de cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Kim Jong-un, da República Popular Democrática da Coréia, foi bem. Os visuais mostram a Coreia do Norte e os Estados Unidos como parceiros iguais.


MaiorA atmosfera era cordial.


MaiorAmbos os lados venceram.


Maiordocumento assinado é curto. A parte principal:

Convencidos de que o estabelecimento de novas relações EUA-RPDC contribuirá para a paz e a prosperidade da Península Coreana e do mundo, e reconhecendo que a construção da confiança mútua pode promover a desnuclearização da Península Coreana, o Presidente Trump e o Presidente Kim Jong Un declaram a Segue:

  1. Os Estados Unidos e a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] comprometem-se a estabelecer novas relações EUA-RPDC de acordo com o desejo dos povos dos dois países pela paz e prosperidade.
  2. Os Estados Unidos e a Coreia do Norte unirão seus esforços para construir um regime de paz duradouro e estável na península coreana .
  3. Reafirmando a Declaração de Panmunjom de 27 de abril de 2018, a Coréia do Nortecompromete  se a trabalhar para a completa desnuclearização da península coreana.
  4. Os Estados Unidos e a RPDC comprometem-se a recuperar POW / MIA, incluindo o repatriamento imediato daqueles já identificados.

Ambos os lados se comprometem a implementar o acima “totalmente e de forma expedita”.Outras conversações serão realizadas no nível do Ministro dos Negócios Estrangeiros / Secretário de Estado.

Isto não é um acordo, apenas uma declaração. O compromisso de “desnuclearização” da RPDC é uma aspiração. Não há compromisso igual do lado dos EUA. Não há prazo. Como previsto, a Coréia do Norte não vai desistir de suas armas nucleares. Teve boas razões para construí-las e as mesmas razões permitem mantê-las.

Enquanto as conversações estiverem em andamento, a RPDC provavelmente suspenderá os testes nucleares e de mísseis de longo alcance. Os EUA provavelmente irão parar as manobras em grande escala na Coréia e na região. Este é o “congelamento por congelamento” que a Coréia do Norte desejava há muito tempo e que China e Rússia apoiavam ativamente.

Outras negociações entre os EUA e a Coréia do Norte serão lentas e podem não levar a progressos significativos no desarmamento nuclear. Seu principal objetivo é deter os EUA enquanto o real fala que entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul continuam. Isto é o que os “esforços para construir um regime de paz duradouro e estável na Península Coreana” são realmente sobre.

É decepcionante que o terrível registro de direitos humanos dos Estados Unidos não tenha sido mencionado durante as negociações.

O lado norte-coreano jogou suas cartas excepcionalmente bem. Construiu suas capacidades sob enorme pressão e usou-a para elevar o país a um verdadeiro ator no cenário internacional.A campanha de sanção de “pressão máxima” está agora desativada. China, Rússia e Coréia do Sul voltarão a negociar com a Coréia do Norte.

Ao pressionar por uma cúpula antecipada, Trump desarmou um conflito que poderia ter arruinado sua presidência.

Os perdedores, por enquanto, são os falcões do Japão, Coréia do Sul e Washington, que tentaram de tudo para impedir que isso acontecesse. Os vencedores são o povo da Coreia, Kim Jong-un e Donald Trump. Os prêmios especiais vão para o Presidente Moon Jae-in, da Coréia do Sul, e para Dennis Rodman, que fez o possível para que isso acontecesse.

 

Mauro Santayana

(Do blog com equipe) – Se tivesse tempo, um artigo cada vez mais escasso no meu caso, gostaria de escrever um livro que poderia se chamar “garrafas ao mar”, ou “notas ao pé da história” na esperança de que estas linhas fossem lidas por alguém daqui a algumas décadas, do qual constaria um extenso capítulo chamado os “diários” ou “protocolos” da capitulação, para descrever – com nomes, datas e fatos – os tempos vergonhosos que estamos vivendo;
Tempos irresponsáveis e temerários – no sentido de sua irresponsabilidade e imprudência – com relação ao que estamos fazendo com o nosso futuro como nação.
Só a janela aberta, inesperadamente, em termos históricos, por meio de um impeachment espúrio, para a repentina ascensão de um governo ilegítimo e antinacional ao poder, consegue explicar a ofegante sofreguidão – de caráter quase sexual – com que o Brasil tem sido entregue – sem planejamento, sem discussão, sem estratégia alguma – a seus concorrentes e a eventuais controladores externos, nestes anos de sabotagem da democracia, que culminaram com a interrupção do processo democrático, no momento da queda da Presidente Dilma e podem levar o país ao fascismo, a partir do próximo ano.
De um país que saiu da decima-quarta economia do mundo em 2002, para a sexta maior do planeta em 2011, que lançou o BRICS, que quintuplicou o PIB em dólares, que pagou a dívida com o FMI, que estava construindo tanques, submarinos – incluído um de propulsão atômica – aceleradores de partículas, caças supersônicos, aviões de transporte militar, radares, fuzis de assalto, mísseis de saturação e até mesmo de cruzeiro, nos transformamos  em uma republiqueta de bananas, quase da noite para o dia.
A cargo de uma administração que, embora não consiga assegurar a chegada de combustíveis aos postos de gasolina, assinou documentos garantindo a entrega de centenas de milhões de barris das reservas de petróleo do pré-sal para empresas estrangeiras, algumas delas estatais, ou sob controle de governos de outros países.
Que negocia a entrega – a repetição do verbo é intencional, não de estilo – da EMBRAER para a Boieng, com o estabelecimento de uma parceria que lembra aquela que o porco firmou com a galinha para vender ovos com bacon.
Que, em um momento em que os EUA repassam seu programa espacial para a iniciativa privada – vide a Space-X, de Elon Musk,   – pretende entregar o controle da Base Espacial de Alcântara para os Estados Unidos – sem ao menos pensar em equilibrar essa doação com a negociação da construção de outras bases espaciais em nossa linha do Equador em aliança com outras nações, muito mais propensas a nos transferir tecnologia, como a Rússia, a Índia e a China.
Que pretende também entregar os nossos céus, agora, sem restrições, com a cumplicidade do Congresso, a companhias aéreas estrangeiras.
Em um país que desfila – em discutíveis marchas em que todos os fascistas comparecem, menos Jesus, porque esse nunca foi fascista – defendendo a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, com bandeiras de Israel, saudando a direita sionista,
Um governo que abandona – coisa que nem mesmo os militares ousaram fazer – a doutrina de não interferência em assuntos internos de outras nações, para comandar na OEA – Organização dos Estados Americanos, lado a lado com os EUA – ao contrário do que fizemos com Cuba, em 1962, quando nos abstivemos – o indecente processo de cerco contra a Venezuela.
Enquanto isso, as verdadeiras intenções do “ocidente” com relação ao Brasil, ficam cada vez mais claras, com o processo de “ucranização” da Colômbia e sua entrada na OTAN e também na OCDE, aqui celebrado por viralatas inquietos como um sinal do sucesso daquele país e do “atraso” brasileiro nas relações internacionais.
Não se entende que da mesma forma que o avanço do processo de entrada de Kiev na OTAN – no dia 10 de março de 2018 essa organização reconheceu o status da Ucrânia como “país candidato” –  está voltado para completar o cerco do “ocidente”, por meio de países satélites, contra a Rússia; a entrada da Colômbia na organização, longe de estar sendo feita contra a Venezuela, dá início a cerco semelhante do Brasil por nações sob o mando militar da Europa e dos Estados Unidos, com a possível instalação, no futuro, de mísseis do outro lado das nossas fronteiras – como ocorreu com a recente colocação de foguetes “Patriot” na Lituânia dirigidos contra a Rússia – que estarão voltados não para Caracas, mas para as principais cidades e alvos militares brasileiros.
A estratégia geopolítica “ocidental” é clara.
Sabotar-nos e cooptarnos ou nos cercar-nos militarmente, espalhando bases em países que estiverem em nossas fronteiras.
Assegurar a eleição de governos fantoches de direita – no caso da Ucrânia foram governos de inspiração neonazista – assim como estão tentando fazer em volta da Rússia de Putin, e, em menor escala, com a China, que está fortalecendo sua presença na Ásia e no Pacífico e não lhes permite essa ousadia.
Para inviabilizar, com isso, a continuidade do BRICS, a única alternativa multilateralista capaz de desafiar a hegemonia anglo-saxã no mundo e a principal razão de ordem externa por trás dos golpes sofridos pelo PT, nos últimos anos, e de Lula estar sendo mantido na cadeia, afastado das eleições presidenciais.
Uma missão cumprida por uma justiça dócil, ou, no mínimo simpática aos interesses norte-americanos e “ocidentais”, treinada, manipulada e corrompida, pelos gringos, com cursos de “liderança”, seminários de “cooperação”, espelhinhos e miçangas, como vemos com os regabofes para Moro promovidos pelos Estados Unidos e países satélites, em terras estrangeiras.
O objetivo é controlar o Brasil tirando-nos todos os instrumentos – como os bancos públicos, a EMBRAER, a Base Espacial de Alcântara, a Petrobras e o pré-sal – que possam possibilitar o nosso desenvolvimento autônomo, consolidando, a partir disso, com o fim da UNASUL e do Conselho de Segurança da América do Sul, o domínio  do nosso subcontinente, já que, como disse Richard Nixon, certa vez, “para onde for o Brasil, também irá a América Latina”.
Quanto à OCDE, aqui celebrada pela coxinhice ignorante e viralatista como um clube de países desenvolvidos, é mais uma organização factoide, criada para enfraquecer a cooperação sul-sul, sem nenhuma importância geopolítica concreta, a não ser a de ajudar a manter sob controle os países menores que se candidatam a entrar nela.
Se fosse um clube de ricos, a OCDE não contaria com o México – a não ser como mordomo – um país que, apesar de ser membro dessa organização e do NAFTA há muito tempo, tem hoje mais pobres do que tinha há 20 anos, como afirma, apoiado pelas estatísticas de praxe, o candidato às eleições presidenciais de julho naquele país, Ricardo Anaya.
Iludem-se aqueles que acreditam que, entregando de mão beijada o Brasil ou entrando, em um futuro cada vez mais provável – depois que já estivermos cercados por suas bases – para a OTAN,  como “sócio global”, como está fazendo a Colômbia – um eufemismo para colônia de terceira classe, muito abaixo, portanto, de países satélites como a Polônia ou a Hungria; e nos alinhando geopoliticamente aos Estados Unidos e à Europa, abandonando qualquer veleidade de desenvolvimento autônomo, apesar de controlarmos o quinto maior território e população do mundo, que nos foi legado,  à custa de sangue, suor e coragem, por nossos antepassados, iremos nos transformar, daqui a uns 50 anos, em uma espécie de Austrália.
Acorda, Muttley!
Não se iludam, coxinhas!
Por aqui não temos cangurus, nem somos todos branquinhos, de olhos verdes e azuis, não merecemos ser súditos da Rainha, não temos entrada franca nos EUA, nem pertencemos à Commonwealth – somos devovidos dos aeroportos europeus, aos magotes, mesmo quando estamos indo a turismo, gastar dinheiro.
Independência, altivez, soberania?
-Never more! Diria o corvo de Edgar Allan Poe.
Neste caminho, o que nos espera é o glorioso destino mexicano – tão longe de Deus e tão perto dos EUA, segundo Porfírio Diaz, coitados – um “sócio” ocidental em vias de ser aprisionado por um muro em que poderia ser perfeitamente afixado, do lado norte-americano, um cartaz com um “mantenha do outro lado os animais” escrito, que, hoje, por mais que exporte maquilas não consegue ter os superávits brasileiros, no qual o salário mínimo em janeiro de 2018 foi de 4,6 dólares por dia, ou entre 300 e 400 reais por mês, tirando os finais de semana.
Não há nada mais indecoroso do que entregar um país depois de exterminar seus sonhos, com um banho altamente tóxico de mentiras e hipocrisia.
Ao fazer o que está fazendo – o que inclui a provável desnacionalização da Eletrobras, uma das maiores distribuidoras de energia elétricas do mundo, também a preço de banana – apesar de ter arrecadado em impostos cerca de um trilhão de reais no primeiro semestre e de estar sentado sobre 380 bilhões de dólares em reservas internacionais herdadas, em mais 95%, dos governos Lula e Dilma – o atual governo assina, sob o olhar implacável da História,  os protocolos da capitulação de uma nação que há alguns anos pretendia ser grande, independente e forte, e que, devido ao avanço da subserviência e de um movimento de extrema-direita abjeto, derivado das costelas do lawfare, do coxismo, do golpismo e do entreguismo apátrida, tão em voga na internet nos dias de hoje, está cada vez menor, tanto no contexto moral quanto no geopolítico.

Mauro Santayana

(Do blog com equipe) – A imprensa informa que o Tribunal de Contas da União estaria “investigando” as administrações  petistas por supostos prejuízos dados ao BNDES, com o financiamento, em condições subsidiadas, de governos “vermelhos”, como os de   Cuba e Venezuela, na construção de obras como o Porto de Mariel e o metrô de Caracas.
O financiamento da exportação de serviços e obras para o exterior vem do tempo dos governos militares, vide as obras da Mendes Jr. no Iraque, por exemplo.
Segundo publicado, os “subsídios” a Cuba teriam ocorrido no prazo concedido para pagamento, com 300 meses para pagar no lugar dos 120 usuais.
Tudo isso, na extraordinária quantia de 68 milhões de dólares, oito vezes menos do que o Brasil exporta por dia; 0,03% do 1 trilhão de reais que, segundo o impostômetro, foi arrecadado pelo governo neste ano, até ontem, 4 de junho ; ou mais ou menos o que o governo federal transferiu do orçamento público para os  bancos, em juros, a cada 5 horas, no ano passado, sem gerar um miserável emprego, com relação aos que foram criados para brasileiros, dentro e fora do país, pelo projeto do Porto de Mariel, na engenharia, na fabricação e transporte de veículos e equipamentos, etc, etc, etc.
A imprensa brasileira também “informa” que o porto cubano seria um fracasso devido ao esfriamento da aproximação dos EUA com Cuba com a vitória de Trump e o pequeno número de empresas instaladas na sua zona de desenvolvimento até agora.
Até fevereiro deste ano, já estavam funcionando na zona industrial do porto a sul-coreana Arco33, a Womy Equipment holandesa, a francesa Bouygues, a portuguesa Engimov Caribe, a espanhola Tecnologias Constructivas, a Bihn Global do Vietnã, e até mesmo grandes multinacionais ocidentais como a UNILEVER e a Caterpillar..
Por outro lado, pode ser um equívoco achar que o projeto do Porto de Mariel foi feito pensando apenas na proximidade com os EUA, embora esta possa ser importante para ele no futuro.
O que está por trás do seu projeto é, principalmente, a construção pela China do canal inter-oceânico da Nicarágua, que concorrerá com o canal do Panamá, e que está programado para receber mais de 5000 navios por ano.
É para esse canal que o porto cubano operará como entreposto de containers, com o transbordo de mercadorias fabricadas na China para navios menores, para distribuição dirigida para seus clientes finais nos quatro quadrantes do Atlântico.
Já no caso venezuelano, Caracas teria dado um “calote” de pouco mais de 300 milhões de dólares ao Fundo de Garantia à Exportação e  ao Banco Credit Suisse.
Vinte vezes menos, portanto, que o lucro que o Brasil teve no comércio com a Venezuela, apenas em 2012, quando o superávit com aquele país foi de 6 bilhões  de dólares – ou quase 20 bilhões de reais, com tudo o que isso representa em termos de empregos – líquidos – em nosso país para possibilitar a exportação de bens nesse valor.
Tudo isso alcançado graças, justamente, à política de aproximação com a Venezuela, obtida também, naturalmente, com o financiamento de projetos de engenharia naquele país pelo BNDES.
Como fazem, com seus bancos de fomento, em todo o planeta, as nações mais poderosas do mundo.
O EXIM, Export-Import Bank of the United States, o BNDES dos EUA – para quem defende que só se invista aqui dentro, um país com mais de 40 milhões de miseráveis  segundo o USA Census Bureau e sequer um sistema de saúde pública que possa atender mal e porcamente, como muitos afirmam que acontece aqui, o cidadão comum norte-americano – investiu, apenas nos últimos 5 anos,  140 bilhões de dólares no financiamento em exportações e obras no exterior, gerando, aproximadamente. 785.000 empregos.
O mesmo fazem outros bancos públicos semelhantes, do Japão, Coréia do Sul, China – o maior do mundo – e Alemanha.
Que, naturalmente, como qualquer quaisquer outras instituições financeiras, têm prejuízos em algumas operações e ganhos em outras.
Cumprindo todos eles, no entanto, um papel fundamental na projeção geopolítica de seus respectivos países no exterior, como tem que fazer, bem ou mal, o Brasil, que não pode ficar fazendo conta de padaria, tratando-se, como se trata, da nona maior economia e do quinto maior território e população da planeta.
Desta nobre esfera azul, na qual, ao contrário do que insiste em dizer o discurso neoliberal hipócrita e mendaz vigente, o Estado está cada vez mais forte e presente, como mostram exemplos como a própria China e o “pacote” de investimentos de um trilhão de dólares em infraestrutura, projetado pelo governo Donald Trump para reaquecer a economia dos EUA.
Uma realidade que se faz questão de manter ignorada, quando não é ridicularizada e desprezada pela raça de vira-latas entreguistas e americanófilos apátridas em que estamos nos transformando.
Mesmo assim, se o negócio dos Ministros do TCU é medir um país como uma quitanda de esquina, pelas meras colunas de perdas e ganhos – como uma nação que não merece ter maiores preocupações estratégicas ou  legítimos anseios geopolíticos – vamos aos números, da Brasil Ltda (ou S.A,  como queiram) no tempo em que esteve sob a “antiga” direção, indicada pelo voto direto, entre os anos de 2003 e 2015, período no qual o PIB brasileiro em dólares  chegou a se multiplicar por cinco, depois de recuar – segundo estatísticas do próprio Banco Mundial, junto com a renda per capita – nos malfadados oito anos do governo neoliberal de Fernando Henrique:
Lula e Dilma deram um prejuízo de menos de 400 milhões de dólares ao Brasil em empréstimos do BNDES a empresas brasileiras  – para a criação de empregos com essas operações, para brasileiros, dentro e fora do Brasil, por meio da exportação desses serviços para Cuba e Venezuela?
Não, senhores conselheiros do Tribunal de Contas da União.
Na ponta do lápis, eles deram mais de 800 vezes esse valor, em dólares, de lucro ao país, com o pagamento da dívida com o FMI, de 40 bilhões de dólares em  2005, e o acúmulo de mais 380 bilhões de dólares em reservas internacionais – boa parte delas emcomunistíssimas aplicações em títulos do governo norte-americano – que nos levaram à condição que ainda conservamos, a duras penas – de quarto maior credor individual externo dos Estados Unidos, como os senhores podem conferir no site oficial do tesouro dos EUA, procurando por mayor treasuries holders no Google.
Sem aumentar – como se mente descaradamente por aí – a dívida pública, já que tanto a Bruta como a Líquida foram entregues por Dilma Roussef a Michel Temer em patamares inferiores aos que estavam, com relação ao PIB, às vésperas de Lula assumir o poder, em dezembro de 2002.
Os governos Lula e Dilma deram prejuízo ao BNDES?
Não que se saiba, por mais que se tente enganar e manipular a população brasileira.
Fora os mais de 1.2 trilhões de reais deixados em reservas internacionais, eles ainda legaram ao país, no caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mais 260 bilhões de reais em dinheiro, que foram usados criminosamente pelo governo Temer para pagar “adiantadamente” ao Tesouro uma dívida que poderia ser liquidada, como estava programado, em 30 anos.
Uma verdadeira montanha de recursos que poderia ter sido utilizada na retomada de obras interrompidas de forma suicida pela justiça nos últimos quatro anos.
Para tentar substituir ao menos alguns das centenas de milhares de empregos eliminados sem nenhuma necessidade – para investigar corruptos não é preciso nem se deve massacrar empresas e riqueza, trabalhadores, investidores, acionistas, fornecedores – pela autêntica bomba de nêutrons da Operação Lavajato.
Seria bom que certos órgãos – cuja assessoria tem plena ciência desses dados – e certa mídia deste país, parassem agir como se estivessem se esforçando para ludibriar o Brasil permanentemente, mostrando apenas um dos lados da moeda.
Por mais que se tente, com isso, imbecilizar a nação, a verdade é que nem todos, neste país, pertencem à  espécie – que vem se multiplicando, nos últimos tempos, principalmente na internet, como vermes imersos em chorume – dos idiotas e energúmenos.

SENHOR X

Fernando Rosa – “O golpe de estado parece inevitável, mesmo diante das manifestações internas de protesto e da opinião pública mundial contrária”, escrevemos em agosto de 2016. “Além da ausência de uma reação unitária e organizada, a exemplo da Turquia, os golpistas parecem ter uma força ‘estranha’ capaz de blindá-los contra tudo e todos, além da mídia”, dissemos ainda. E completamos afirmando que “a força, o “leitmotiv” dos golpistas – chefes, operadores e interessados, é a força do terror, da destruição, da liquidação do Estado Nacional”.

Passados quase dois anos, o golpe de Estado afirmou-se em toda sua dimensão, pela combinação da ação planejada dos golpistas e da dificuldade nacional em compreender o seu caráter geopolítico mais profundo. Ainda hoje, a oposição em geral está um passo atrás de cada movimento dos golpistas, que promovem uma série de atentados planejados com objetivos determinados ou diversionistas. Desde o impeachment, passamos pelo…

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