Trogloditas assumiram o país, por Francisco Costa

A primeira delas diz respeito às leis trabalhistas.

A partir do momento em que uma lei estabelecer que o acordado tem primazia sobre o legislado, não é necessário mexer na CLT, toda ela terá se tornado letra morta, invalidada, expurgada por acordos.

Por exemplo: todos trabalhador brasileiro tem direito ao décimo terceiro salário, patrão nenhum, seja a que título for, pode deixar de pagar.

Sancionada a nova lei, basta que o trabalhador, induzido, por espontânea vontade ou chantageado, assine um acordo, abrindo mão do décimo terceiro salário, para que o patrão fique desobrigado de pagar, e assim para todas as leis trabalhistas, só no papel, porque de fato valerão os acordos.

Voltarei ao assunto.

Outra lei absurda é a que institui a obrigatoriedade das escolas, em todos os níveis, incluírem o criacionismo em seus currículos.
Vamos substituir todos os conhecimentos de Genética e Evolução, que nos permitiram alterar a natureza, melhorando rebanhos e cultivares vegetais, entender as doenças, inventar vacinas… Negar a existência dos fósseis, da Paleontologia,da Astronomia, da Anatomia comparada… Para dizer aos alunos que uma entidade abstrata, fez tudo num passe de mágica, exceto o ser humano, resultado do artesanato divino, que fez dois bonequinhos de barro, que se animaram, exatamente como Pinóquio nas mãos de Gepeto.

É a falência do conhecimento, das ciências.
Também voltarei ao assunto.

Lei não menos absurda institui o ensino religioso nas escolas.

Primeiro: a história das religiões já faz parte do programa de História Geral; segundo: ensinar religião sem isenção é doutrinar.
Resta uma pergunta aos corruptos de Jesus: a lei vai prever o ensino de todas as religiões, inclusive as afro brasileiras, ou será a imposição do pentecostalismo de Malafaia e Eduardo Cunha?

E mais uma lei inacreditável: querem liberar a venda de armas de fogo, que logo estarão ao alcance de bandidos, doentes mentais, terroristas…

Enquanto os últimos países que têm a venda de armas de fogo liberada, como os Estados Unidos, estão revendo as suas legislações, para impedir ou pelo menos dificultar, aqui teremos um povo com uma bíblia num sovaco e um revólver no outro.
Isso em nome do maior pacifista que passou pelo planeta, a ponto de ser chamado de “o Cordeiro de Deus”.

E é claro que voltarei ao assunto.

Juntando-se todas essas leis, chegaremos ao islamismo radical de alguns países no Oriente Médio, só que com Jesus, ao invés de Maomé, com mais uma diferença: lá os príncipes xiitas e sunitas já nasceram ricos, enquanto aqui os príncipes das trevas enriqueceram-se na corrupção.

Em todas as vezes que a religião passou na frente da política o período ficou historicamente conhecido como Idade das Trevas.
A continuar como vai, logo teremos os nosso Cristalibã Tupiniquim, com os nosso Osamas Cunha, Bins Malafaia e Ladens Macedo.
Daí para as árvores, dependurados pelos rabos, para ficar mais perto do céu, será um pulo.

Francisco Costa

SENHOR X

Fernando Rosa* – “Joesley “rifou” Brasil para garantir migração da JBS aos EUA”, sentenciou o jornal Valor, em análise assinada por Vanessa Adachi, publicada em 18 de maio. Segundo o jornal, não apenas os irmãos Batista estão de mudança para os Estados Unidos, mas todo o seu império econômico segue o mesmo caminho. O jornal diz ainda que “essa é a explicação para que o empresário tenha decidido fechar a toque de caixa a delação das delações”. Em dezembro, o grupo aprovou a realização de um IPO na Bolsa de Nova York (emissão de ações), que levará o grupo a deixar de ser essencialmente brasileiro.

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Blog da Boitempo

Por Mauro Luis Iasi.

“O Direito à revolução é o único direito histórico real,
o único sobre o qual repousam todos os Estados modernos”.
Friedrich Engels (1895)

“Tudo pode acontecer, inclusive nada”
Barão de Itararé

O usurpador balança e se vê na ponta da prancha do navio pirata que pensava comandar. Cobra lealdade de seus colegas saqueadores e usurpadores e tem dificuldade em manter ao seu lado até mesmo o papagaio que vivia pousado em seu ombro. A luta intestina entre os segmentos que levaram a cabo a interrupção do mandato presidencial eleito em 2014 chega ao ponto de fritura e ameaça a estabilidade necessária para implementar as reformas contra os trabalhadores.

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Brasil, o país dos Bilhões em corrupção

Joesley Batista, dono da JBS, teria gravado Temer confirmando a compra de silêncio de Cunha. Aécio também teria sido gravado pedindo 2 milhões de reais
Marcos Corrêa/PR
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O presidente e o empresário teriam conversado por cerca de 40 minutos a sós.

A afirmação do ex-ministro Ciro Gomes de que “Michel Temer é testa de ferro de Eduardo Cunha” nunca foi tão verdadeira. O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou que o atual presidente foi gravado em um diálogo embaraçoso com Joesley Batista, dono da JBS.

O peemedebista ouviu do empresário que estava dando ao deputado cassado Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para que ficassem calados. Diante da informação, diz a reportagem de O Globo, Temer incentivou: “Tem que manter isso viu”. A informação foi confirmada pelo Jornal Nacional com investigadores da Lava Jato. A revelação…

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bloglimpinhoecheiroso

Em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador (BA), centrais sindicais fecham a Estrada do Coco, que liga a cidade às praias do litoral nordeste do Estado.

Leonardo Sakamoto em 28/4/2017

Direitos que você tem hoje, como aposentadoria, férias, 13º salário, limite de jornada de trabalho, descanso aos finais de semana, piso de remuneração, proibição do trabalho infantil, licença maternidade não foram concessões vindas do céu. Mas custaram o suor e o sangue de muita gente através de diálogos e debates, demandas e reivindicações, paralisações e greves, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

É função de empregadores e políticos fazerem parecer que foram eles que, generosamente, ofereceram direitos. E função da História contada pelos vencedores registrar isso como fato inquestionável, retirando do povo, a massa muitas vezes amorfa e sem rosto, o registro dessas vitórias.

Desde que as Reformas da Previdência e Trabalhista foram apresentadas, o…

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bloglimpinhoecheiroso

Miguel do Rosário, via O Cafezinho em 22/4/2017

O Jornal O Globo publicou hoje [22/4] o editorial mais bandido já escrito na história do Brasil, e olha que a disputa é acirrada!

O Brasil terá de escolher: ou Estado de Direito e democracia, ou a Globo.

Vamos responder ponto por ponto! Nosso texto vem entre colchetes e em negrito.

CERCO DE DEPOIMENTOS CONFIRMA LULA COMO O CHEFE
O tamanho do petrolão mostrou que era impossível o então presidente não saber do esquema.

[O título do editorial é criminoso. E o próprio subtítulo o prova. O “tamanho” de um suposto crime jamais foi prova de culpabilidade de alguém, ainda mais se tratando de corrupção. Não tem sentido, aliás. Lula era o chefe das roubalheiras de Aécio? Lula comandava Eduardo Cunha? Lula esteve à frente da corrupção nas obras de metrô em São Paulo? Lula era o chefe oculto da “sociedade…

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copiado do OUTRASPALAVRAS
Por JOHN WIGHT

170408-Trump

Bombardeio da Síria nada tem a ver com justiça e não será capaz de restaurar poder dos EUA no Oriente Médio. Mas pode incendiar de novo um dos barris de pólvora do planeta

Por John Wight | Tradução: Maurício Ayer e Inês Castilho

Descrever o ataque dos Estados Unidos à Síria como uma medida séria é ser incapaz de avaliação.

Sem nenhum respaldo do direito internacional ou na ONU, o governo Trump cometeu um ato de agressão contra mais um Estado soberano do Oriente Médio, o que confirma que os neoconservadores retomaram seu domínio sobre a política externa de Washington. Este ato de agressão acaba com qualquer perspectiva de desanuviamento entre EUA e Rússia no futuro próximo. Ao contrário: aumenta consideravelmente as tensões entre os dois países, não apenas no Oriente Médio como também no Leste Europeu, onde há algum tempo tropas da OTAN vem realizando exercícios militares a uma distância de ataque do território russo.

Na esteira da divulgação das terríveis imagens de Idlib, após o suposto ataque de gás sarin, observou-se no mundo ocidental um crescente clamor por mudança de regime em Damasco, com declarações de políticos e da mídia que apressam o julgamento e responsabilizam o governo sírio pelos ataques. Ninguém sabe com certeza o que aconteceu em Idlib, razão pela qual o que se deveria buscar é um acordo para realizar uma investigação independente em busca da verdade e, com ela, da justiça.
Não, este ataque dos Estados Unidos – que segundo relatos oficiais envolveu 59 mísseis Tomahawk, lançados de navios posicionados no leste do Mediterrâneo – foi perpetrado com vistas a uma mudança de regime, e estabelece um precedente que pode ter graves desdobramentos para toda a região.Em todo caso, apenas os mais ingênuos acreditariam que esse ataque dos Estados Unidos contra a Síria tenha sido cometido visando à justiça. Por que seria assim, quando sabemos que recentemente bombas estadunidenses mataram civis, inclusive crianças, em Mosul? E por que seria assim, se considerarmos o indizível sofrimento das crianças do Iêmen em consequência da brutal campanha militar da Arábia Saudita?

Sobre o ataque em Idlib, o que pode ser dito com certeza é que, num momento em que as forças pró-governo na Síria estavam em ascensão e em que o governo obtinha progressos significativos na frente diplomática, seria um ato de sabotagem brutal  realizar qualquer tipo ataque de armas químicas, ainda mais dessa magnitude.

Isso correponderia a um governo empenhado em provocar seu próprio desmantelo. Deve-se levar em consideração o fato de que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), uma organização apoiada pelos Estados Unidos, confirmou em junho de 2014 que o processo de destruição completa do arsenal de armas químicas da Síria tinha sido concluído. Além disso, as terríveis imagens e testemunhos oculares de Idlib que apareceram logo após o ataque são todos provenientes de fontes oposicionistas. Nenhum jornalista ou equipe de reportagem ocidental ousaria pôr os pés em Idlib, ou mesmo em qualquer outra parte do território sírio tomado pelas forças de oposição, pois sabem que, se assim procedessem, poderiam ser capturados e trucidados.

Com esta intervenção militar unilateral, Trump provou que pode facilmente ser tragado para dentro do conflito. Poucos dias após seu governo confirmar que uma mudança de regime na Síria estava fora de questão e que o seu foco era derrotar o terrorismo, Trump deflagra um ataque aéreo que apenas incitará as mesmas forças terroristas cuja derrota ele havia enfatizado ser o centro de sua política externa.

E agora? Claramente, essa ação militar coloca a Rússia em posição muito difícil. Desde que se envolveu no conflito na Síria, no final de setembro de 2015, por determinação de seu governo, Moscou trabalhou incansavelmente para construir uma saída negociada, uma saída que envolvesse as forças de oposição e as partes consideradas moderadas se comparadas aos fanáticos jihadistas salafistas do ISIS e Al Nusra, entre outros. Trata-se de um processo diplomático que acaba de sofrer um golpe devastador, pois a oposição agora está indubitavelmente convencida de que a mudança de regime virá via Washington e, portanto, se vê estimulada a trabalhar por este fim.

Enquanto isso, os aliados regionais de Washington – Israel, Arábia Saudita, Catar e Turquia (com Erdogan garantindo que se ligará a quem for mais forte…) – provavelmente agora começarão a pedir mais ações militares contra Damasco, vendo o ataque dos EUA como o catalisador de uma temporada de vale-tudo em relação à soberania do país.

Para Trump — que está sob intensa pressão do establishment mediático, político e das agências de espionagem de Washington desde que assumiu o governo –, esta ação garantirá um pouco da tão necessária aprovação e, com isso, uma trégua. Seu governo emitiu sinais ameaçadores durante algum tempo, a começar pela renúncia forçada de Mike Flynn como Conselheiro de Segurança Nacional em fevereiro, seguida pela recente saída de Steve Bannon do Conselho de Segurança Nacional da Presidência. Foi mais uma evidência de que os neoconservadores haviam reassegurado sua dominação sobre a Casa Branca, depois de um curto período de intensa luta pelo poder.

Numa visão mais ampla, a falta de memória de curto prazo em Washington é impressionante. Quatorze anos depois da desastrosa invasão do Iraque, que abriu os portões do inferno para deixar emergir o ISIS e outros grupos jihadistas, e seis anos depois de fazer da Líbia um Estado falido, disparando no processo uma crise de refugiados de proporções bíblicas, temos aqui novamente um ato de agressão contra um Estado soberano no Oriente Médio pelos EUA.

Destruir países para “salvá-los” é, desde sempre, a história de todos os impérios. Mas, como a história revela, todo império carrega dentro de si as sementes de sua própria destruição. Donald Trump caminha agora para ficar na história como um governante que, ao invés de salvar os EUA de si mesmos, pode ter ajudado apenas a acelerar sua queda até a morte final.

Tito Lívio, o grande historiador romano, escreveu certa vez: “Roma cresceu tanto desde seu humilde início que agora está devastada por sua própria grandeza.”